Menu NeuralFit Download Início Recursos

Fitsse - Logo Animation Fitsse - Logo Animation

8 Modelos de Treino em Casa Para Quem Não Tem Equipamentos

8 Modelos de Treino em Casa Para Quem Não Tem Equipamentos
00:00

Baixar app

Loja

Notícias

Há um tipo de cansaço que não é exatamente físico — é o cansaço de depender de condições perfeitas para começar. A academia está cheia. O tempo está curto. O dinheiro está contado. A motivação oscila como Wi-Fi. E, quando você percebe, o corpo vai ficando mais rígido, a disposição some e o movimento vira um evento raro, como se fosse um luxo.

Treinar em casa, sem equipamentos, é o oposto disso. É o treino como coisa possível: você, um espaço de chão, e a decisão de se mexer. Não é “menos sério” por não ter halteres. É apenas mais direto.

O erro comum é achar que treino sem equipamento precisa ser um caos de burpees, saltos e sofrimento. Não precisa. Você pode treinar força, resistência, condicionamento, mobilidade e core com o próprio corpo — desde que tenha um pouco de estrutura. E estrutura é exatamente o que este texto oferece: oito modelos prontos, para você escolher conforme o dia, o humor e o que seu corpo está pedindo.

Antes de começar: 5 regras simples que tornam treino em casa eficiente

1) Treino bom é o treino que você repete.
Consistência vale mais que heroísmo.

2) Técnica vem antes de velocidade.
Fazer devagar e bem, em casa, costuma ser melhor do que fazer rápido e torto.

3) Use a régua do esforço (RPE).
Você não precisa de números exatos. Use sensação:

  • Leve: dá para conversar.
  • Moderado: frases curtas.
  • Forte: poucas palavras.
    Na maior parte do treino, mire em moderado a forte, sem perder a forma.

4) Aquecimento não é frescura.
É o jeito mais barato de melhorar desempenho e reduzir risco de dor.

5) Um tapete e uma toalha já ajudam.
Se o chão for duro, coloque uma toalha dobrada para apoiar joelhos e cotovelos.

Aquecimento padrão (4 minutos)

  • 40s marcha acelerada
  • 40s polichinelo sem salto (abre e fecha passos)
  • 40s agachamento leve
  • 40s rotação de tronco + braços soltos
  • 40s “good morning” (mãos na cintura, joga o quadril pra trás)
  • 40s prancha alta com toques no ombro (lento) ou “dead bug”

Modelo 1 — Corpo Todo “Básico que Funciona”

Para: quem quer força geral sem complicar
Duração: 20–30 min
Formato: 40s trabalho / 20s descanso, 5 exercícios, 4 voltas

  1. Agachamento (controle na descida)
  2. Flexão (no chão, joelho ou na parede)
  3. Avanço para trás (alternando pernas)
  4. Ponte de glúteo (pausa de 1 segundo em cima)
  5. Prancha (joelhos no chão se precisar)

Por que funciona: são padrões fundamentais: agachar, empurrar, avançar, estender quadril, estabilizar core.

Mais fácil: reduza para 3 voltas e faça flexão na parede.
Mais difícil: faça 45s/15s e adicione pausa no fundo do agachamento.

Modelo 2 — Treino “10 Minutos, Sem Desculpas”

Para: dias corridos, manter o hábito vivo
Duração: 10–12 min
Formato: AMRAP (o máximo de voltas com boa forma)

Em 10 minutos, repita:

  • 10 agachamentos
  • 8 flexões (varie)
  • 12 mountain climbers (cada perna conta 1; pode ser lento)
  • 10 ponte de glúteo
  • 20s prancha

Regra: não acelere para “ganhar voltas”. A vitória é a forma.

Mais fácil: diminua repetições pela metade.
Mais difícil: aumente a prancha para 30–40s.

Modelo 3 — Pernas e Glúteos (Sem Pular, Ainda Assim Forte)

Para: fortalecer base e “pegar perna” de verdade
Duração: 25–35 min
Formato: 3 blocos, com descanso curto

Bloco A (3 voltas)

  1. Agachamento — 12 reps
  2. Afundo no lugar — 10/ perna
  3. Wall sit (cadeira na parede) — 30–45s

Descanse 60–90s e vá ao bloco B.

Bloco B (3 voltas)

  1. Ponte de glúteo unilateral — 8/ perna
  2. Elevação de panturrilha — 15 reps
  3. Good morning — 12 reps (controle)

Bloco C (2 voltas)

  1. Agachamento isométrico (segura no meio) — 20–30s
  2. Passada para trás — 8/ perna

Mais fácil: faça ponte de glúteo bilateral; diminua o wall sit.
Mais difícil: pause 2 segundos no topo da ponte unilateral.

Modelo 4 — Braços, Peito, Costas “Sem Pesos”

Para: parte superior com foco em postura e força
Duração: 20–30 min
Formato: 30s trabalho / 15s descanso, 6 exercícios, 4 voltas

  1. Flexão (variação adequada)
  2. Prancha com toque no ombro (lento, sem balançar)
  3. Superman (eleva peito e pernas levemente)
  4. Tríceps no chão (flexão “diamante” adaptada) ou tríceps em banco/cadeira (se seguro)
  5. Y-T-W (de bruços, levanta braços formando letras)
  6. Hollow hold (ou dead bug)

Observação importante: sem equipamento, “puxar” é mais difícil. Por isso o foco em fortalecimento de costas e escápulas (superman, Y-T-W) é valioso.

Mais fácil: flexão na parede; hollow vira dead bug.
Mais difícil: flexão lenta (3s descendo) e pranchas mais longas.

Modelo 5 — Cardio em Casa Sem Saltos (Baixo Impacto, Alto Suor)

Para: quem quer fôlego sem incomodar joelho ou vizinho
Duração: 18–25 min
Formato: intervalos 45s/15s, 6 exercícios, 3 voltas

  1. Marcha potente (joelho alto, braço forte)
  2. Step-touch rápido (lado a lado, braços ativos)
  3. Agachamento + alcance (sobe e alcança acima da cabeça)
  4. Skater sem salto (passo lateral grande)
  5. Mountain climber lento (ou inclinado numa mesa)
  6. Shadow boxing (socos no ar, com tronco firme)

Mais fácil: reduza a amplitude e vá mais devagar.
Mais difícil: mantenha a recuperação em marcha leve, sem parar.

Modelo 6 — Core Inteligente (Que Ajuda Postura e Protege a Lombar)

Para: fortalecer o centro sem “mil abdominais”
Duração: 15–25 min
Formato: 40s trabalho / 20s descanso, 5 exercícios, 3–4 voltas

  1. Dead bug (lento, expira ao estender)
  2. Prancha lateral (troque o lado a cada volta)
  3. Bird dog (pausa de 1s no fim)
  4. Ponte de glúteo marchando (alternando pernas)
  5. Prancha (ou prancha com joelhos)

Por que funciona: você treina estabilidade (anti-extensão, anti-rotação) — o que o core realmente faz no dia a dia.

Mais fácil: diminua o tempo para 30s.
Mais difícil: aumente para 45s e reduza o descanso.

Modelo 7 — Mobilidade + Força (O Treino Para Dias “Travados”)

Para: quando o corpo está rígido, mas você quer treinar
Duração: 20–30 min
Formato: 10 min de mobilidade + 10–15 min de força

Parte 1: Mobilidade (10 min)

  • Cat-cow — 1 min
  • Cachorro olhando para baixo → prancha (transições lentas) — 1 min
  • Alongamento do corredor (lunge com alongamento de quadril) — 1 min cada lado
  • Agachamento profundo assistido (segure numa porta/mesa) — 1 min
  • Child’s pose — 1 min
  • Repita os 5 minutos mais uma vez.

Parte 2: Força (10–15 min)

Faça 3 voltas:

  1. Agachamento — 10–12
  2. Flexão — 6–10
  3. Avanço para trás — 8/ perna
  4. Prancha — 20–40s

Mais fácil: reduza para 2 voltas.
Mais difícil: use tempo (3 segundos descendo no agachamento e na flexão).

Modelo 8 — “Semana Completa” (Um Plano Simples com 3–4 Dias)

Para: quem quer parar de decidir todo dia e só seguir
Duração: 20–35 min por sessão
Formato: combine os modelos anteriores

Opção A (3 dias/semana)

  • Dia 1: Modelo 1 (corpo todo)
  • Dia 2: Modelo 3 (pernas e glúteos)
  • Dia 3: Modelo 4 + Modelo 6 (superior + core)

Opção B (4 dias/semana)

  • Dia 1: Modelo 1 (corpo todo)
  • Dia 2: Modelo 5 (cardio sem saltos)
  • Dia 3: Modelo 3 (pernas e glúteos)
  • Dia 4: Modelo 7 (mobilidade + força)

A grande vantagem aqui é psicológica: você não precisa “inventar” treino. Você só executa.

Como evoluir sem equipamento (o segredo que muita gente ignora)

Sem peso externo, você progride de outras formas. E isso é mais inteligente do que tentar transformar todo treino em um festival de repetições infinitas.

Aqui vão maneiras reais de progredir:

1) Aumente a dificuldade do movimento

  • flexão na parede → flexão inclinada → flexão no chão → flexão com pausa
  • agachamento normal → agachamento com pausa → agachamento unilateral assistido

2) Mude o tempo

  • 3 segundos descendo (excêntrico)
  • 1–2 segundos de pausa no fundo
    Isso aumenta a intensidade sem aumentar impacto.

3) Reduza o descanso

  • de 20s para 15s
  • ou transforme o “descanso” em marcha leve

4) Aumente uma volta
Se você faz 3 voltas com boa forma, experimente 4.

5) Priorize amplitude com controle
Mais “profundo” com boa técnica é mais estímulo. Sem desabar.

Perguntas que todo mundo faz (e respostas honestas)

“Treino em casa sem equipamento dá resultado?”
Dá, especialmente para iniciantes e intermediários. Força e condicionamento melhoram rápido com consistência. Com o tempo, se você quiser hipertrofia máxima, pode sentir falta de carga — mas você ainda terá uma base forte.

“Preciso suar para contar?”
Não. Suor é temperatura e genética. Conte consistência e esforço.

“E se eu não conseguir fazer flexão?”
Ótimo: você tem um caminho claro de progressão. Comece na parede. Isso não é “menos”. É o começo correto.

“Quanto tempo até eu sentir diferença?”
Muita gente sente mudanças em 2–3 semanas: mais disposição, melhor sono, menos dor nas costas, mais firmeza. Mudanças visíveis levam mais tempo, mas chegam com repetição.

O ponto mais importante: treino em casa é sobre autonomia

Treinar sem equipamento é, no fundo, um jeito de retirar a academia do lugar de “porteiro” da sua saúde. Você não precisa da permissão de nada para se mexer. Você precisa de um método.

Escolha um modelo. Faça por duas semanas. Depois ajuste uma coisa. E repita.

Porque o que transforma o corpo não é um treino perfeito; é um treino possível, feito com constância, dentro da vida que você realmente tem.

Qual modelo de treino você prefere?
Back to Top
Configuração e atividade

Logout of your account?

Fitsse - Logo Animation

© 2026 Fitsse. All rights reserved.

AD
Anúncio

Fitsse Ad