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7 Alongamentos Pós-Treino que Ajudam na Recuperação

7 Alongamentos Pós-Treino que Ajudam na Recuperação
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No fim de um treino, existe um momento curto — às vezes 90 segundos, às vezes cinco minutos — em que a academia fica com cara de estação de metrô: gente indo embora depressa, fones no ouvido, garrafas sendo rosqueadas com pressa, a vida chamando do lado de fora. É o trecho que muita gente pula. O “pós”. A parte em que você não está mais tentando vencer nada, só voltar ao próprio corpo.

Alongar depois do treino costuma ser vendido como promessa de recuperação instantânea, uma espécie de borracha mágica para apagar dor e rigidez. A realidade é menos cinematográfica — e mais útil. Alongamento não é analgésico. Inclusive, pesquisas de revisão sugerem que alongar antes ou depois do exercício tem pouco ou nenhum efeito prático na dor muscular tardia (a famosa DOMS).

Mas o fato de não ser milagre não torna inútil. Um bom pós-treino é uma transição: ajuda a desacelerar, melhora a sensação de mobilidade quando você está quente, e reforça um hábito de cuidado que, ao longo do tempo, pode ampliar sua amplitude de movimento e deixar o corpo menos “travado” no dia seguinte. A própria Mayo Clinic recomenda alongar os grandes grupos musculares após o exercício, quando os músculos ainda estão aquecidos, com gentileza, sem dor e sem “pular”, mantendo cada posição por volta de 30 segundos. E a Harvard Health lembra que um resfriamento de 5 a 10 minutos pode incluir alongamentos mantidos por 10 a 30 segundos para relaxar e alongar músculos, além de melhorar a amplitude.

A seguir, 7 alongamentos pós-treino que funcionam como um “fechamento de sessão”: simples, práticos, adaptáveis. Você pode fazer todos em 8–12 minutos ou escolher 3–4 conforme o treino do dia.

Como alongar depois do treino (sem transformar em penitência)

  • Primeiro, desacelere 2–3 minutos. Caminhe devagar, pedale leve, respire. O corpo entende melhor a mudança.
  • Intensidade do alongamento: desconforto leve a moderado. Dor aguda é “pare e ajuste”.
  • Tempo: 10 a 30 segundos por posição (ou até ~30 s), 1–2 rodadas por lado.
  • Regra de ouro: sem “quicar”. Sem disputa com o próprio limite.

1) Flexor do quadril em afundo ajoelhado (o alongamento de quem vive sentado)

Para quê serve: soltar a frente do quadril (psoas/iliopsoas), que costuma encurtar com longas horas sentado e pode puxar a lombar em treinos de corrida, agachamento e levantamento terra.

Como fazer

  1. Ajoelhe uma perna no chão (use um colchonete ou toalha).
  2. A outra perna fica à frente, joelho a 90°.
  3. “Guarde as costelas” e faça uma leve retroversão pélvica (como se quisesse colocar o cóccix um pouco para baixo).
  4. Desloque o corpo para frente bem pouco, até sentir alongar na frente do quadril da perna de trás.

Tempo: 20–30 s por lado, 1–2 vezes.

Erros comuns

  • Arquear a lombar e chamar isso de alongamento.
  • Dar um passo grande demais e perder estabilidade.

Ajustes

  • Se o equilíbrio for um problema, apoie a mão numa parede.
  • Se quiser um “extra” para o quadríceps, segure o pé de trás (só se não doer o joelho).

2) “Couch stretch” (quadríceps + flexor do quadril — intenso e eficiente)

Esse é o alongamento que parece civilizado no nome e honesto no corpo. Ele é excelente — e pode ser forte demais se você entrar como quem entra num elevador lotado.

Para quê serve: quadríceps e parte anterior do quadril. Ótimo pós-treino de pernas (agachamento, leg press, corrida).

Como fazer (versão completa)

  1. Ajoelhe perto de um sofá/parede.
  2. Coloque o peito do pé da perna de trás apoiado no sofá/parede (joelho no chão).
  3. A outra perna fica à frente, como num afundo.
  4. Suba o tronco devagar, mantendo o abdômen levemente ativo.

Tempo: 15–25 s por lado (comece curto), 1–2 vezes.

Versão mais amigável

  • Em vez de encostar o pé na parede, só segure o tornozelo atrás de você em pé (segurando numa parede).

Erros comuns

  • Deixar a lombar “levar” o movimento.
  • Forçar o joelho no chão sem acolchoamento.

3) Posterior de coxa deitado com faixa (hamstring sem brigar com a lombar)

Para quê serve: isquiotibiais (posterior da coxa), que geralmente ficam tensos após corrida, terra, stiff, good morning — e até treinos de costas, dependendo do seu padrão de hinge.

Como fazer

  1. Deite de barriga para cima.
  2. Passe uma faixa/toalha no pé e eleve a perna.
  3. Dobre o joelho se precisar — isso não é “trapacear”, é manter o alongamento no lugar certo.
  4. Mantenha a outra perna estendida no chão ou com joelho dobrado.

Tempo: 20–30 s por lado, 1–2 vezes.

Erros comuns

  • Forçar a perna totalmente reta e sentir o alongamento “subir” para a lombar.
  • Puxar o pé com raiva (respiração presa).

Dica que muda tudo: pense em “aproximar a coxa do tronco” mais do que “esticar o joelho”. O alongamento fica mais limpo.

4) Panturrilha na parede (o alongamento subestimado)

Panturrilha tensa pode aparecer como dor no calcanhar, rigidez no tornozelo, “perna pesada” em corrida e até como um agachamento que não desce bem.

Para quê serve: gastrocnêmio e sóleo (panturrilha), além de melhorar a sensação de mobilidade do tornozelo.

Como fazer

  1. De frente para a parede, coloque as mãos apoiadas.
  2. Leve uma perna para trás e mantenha o calcanhar no chão.
  3. Incline o corpo para frente até sentir alongar a panturrilha.

Tempo: 20–30 s por lado.

Variação (para o sóleo)

  • Faça o mesmo, mas com o joelho de trás levemente dobrado.

Erros comuns

  • Deixar o pé de trás “abrir” para fora demais (perde eficiência).
  • Alongar com dor no tendão de Aquiles: reduza a intensidade.

5) Figura 4 (glúteo/piriforme) — o clássico que quase sempre ajuda

Para quê serve: região do glúteo e rotadores externos do quadril. Ótimo depois de treino de pernas, corrida, ou se você sente o quadril “fechado”.

Como fazer (deitado)

  1. Deite.
  2. Cruze o tornozelo direito sobre o joelho esquerdo (formando um “4”).
  3. Puxe a coxa esquerda em direção ao peito (segure atrás da coxa).

Tempo: 20–30 s por lado, 1–2 vezes.

Erros comuns

  • Forçar o joelho para baixo com a mão.
  • Tensionar os ombros enquanto o quadril alonga.

Ajuste

  • Se puxar demais, mantenha o pé de baixo no chão e só pressione o joelho cruzado para longe de leve.

6) Torção deitada (“joelhos para um lado”) — coluna que volta a respirar

Depois de um treino pesado, muita gente carrega tensão nas costas como se fosse mochila. Uma torção suave organiza a coluna sem pedir performance.

Para quê serve: relaxar a região torácica e lombar com segurança, além de ajudar a “desarmar” o tronco.

Como fazer

  1. Deite de barriga para cima.
  2. Traga os joelhos ao peito e deixe cair para um lado.
  3. Abra os braços em “T” e vire a cabeça para o lado oposto, se estiver confortável.

Tempo: 20–40 s por lado.

Erros comuns

  • Forçar o joelho no chão.
  • Transformar a torção em disputa (a intenção é suave).

Dica: respire longo. Se algo melhora com a expiração, você está no caminho certo.

7) Peitoral na porta (abrir o peito sem “pendurar” no ombro)

Se você treinou empurrar (supino, flexões, desenvolvimento) ou passou o dia curvado sobre o computador, esse alongamento é quase um pedido de desculpas ao seu tronco.

Para quê serve: peitoral e parte anterior do ombro, ajudando a sensação de postura mais aberta.

Como fazer

  1. Fique na porta com o antebraço apoiado no batente, cotovelo na altura do ombro.
  2. Dê um passo à frente e deixe o peito “avançar” um pouco, sem dor.
  3. Mantenha a escápula levemente “no bolso de trás” (sem encolher o ombro).

Tempo: 20–30 s por lado, 1–2 vezes.

Erros comuns

  • Subir o ombro e irritar o pescoço.
  • Girar o tronco demais e sentir pinçar na frente do ombro.

Ajuste

  • Abaixe o cotovelo (mais confortável para algumas pessoas).
  • Faça com a mão na parede, braço mais baixo.

Um pós-treino pronto (8–12 minutos)

Se você quiser uma “receita” que funcione na maioria dos dias:

  1. Panturrilha na parede — 30 s cada lado
  2. Posterior de coxa com faixa — 30 s cada lado
  3. Figura 4 — 30 s cada lado
  4. Flexor do quadril ajoelhado — 30 s cada lado
  5. Peitoral na porta — 20–30 s cada lado
  6. Torção deitada — 30–40 s cada lado
  7. (Se der tempo) Couch stretch — 20 s cada lado

Sem pressa. Sem cronômetro agressivo. Só o suficiente para você sair do treino com o corpo mais “arrumado” do que entrou.

O que alongamento faz — e o que ele não faz

Ele pode ajudar a recuperação no sentido mais prático: melhora a sensação de mobilidade, reduz rigidez imediata e funciona como parte de um bom “cool-down”.

Ele provavelmente não vai apagar a dor tardia sozinho. Revisões sobre alongamento antes/depois do exercício indicam pouco impacto sobre a dor muscular tardia.

Isso não é derrota; é só realismo. Se o objetivo é “recuperar”, o pacote costuma ser maior: sono, alimentação, hidratação, carga de treino bem dosada, e, quando necessário, estratégias como atividade leve no dia seguinte. (E, sim: às vezes é só tempo.)

Quando pular (ou adaptar) o alongamento

  • Dor aguda, pontada, formigamento ou irradiação: pare e ajuste. Se persistir, procure avaliação.
  • Lesão recente ou pós-operatório: peça orientação específica.
  • Se você sente o alongamento “na articulação” em vez do músculo: reduza amplitude e reposicione.

No fim, alongar depois do treino é uma escolha pequena com um retorno silencioso. Você não precisa transformar em ritual. Basta tratar como o que ele é: um encerramento decente para um corpo que trabalhou.

Seu pós-treino ideal é…
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