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10 Exercícios de Glúteos Que Valem o Esforço

10 Exercícios de Glúteos Que Valem o Esforço
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Existe um momento, geralmente no meio de uma escada, em que o corpo conta a verdade. Você pode ter um bom fôlego, uma boa dieta, um bom tênis. Mas, se os glúteos não estão fazendo o trabalho deles, a lombar tenta assumir, o joelho reclama, o quadril fica “travado” e tudo parece mais pesado do que deveria.

Treinar glúteos não é só uma pauta estética — embora a internet adore tratar assim. É uma questão de estrutura. Os glúteos (principalmente o glúteo máximo, médio e mínimo) são músculos-chave para empurrar o chão, estabilizar a pelve, proteger a coluna e organizar o jeito como você anda, corre, agacha e até fica em pé por longos períodos.

E aqui vem a parte menos glamourosa: glúteos fortes não aparecem só porque você “sente que queimou”. Eles aparecem quando você treina com intenção, progressão e técnica suficiente para que o músculo certo trabalhe de verdade — sem que a lombar vire protagonista.

A seguir, você vai encontrar 10 exercícios que valem o esforço porque entregam um conjunto raro de qualidades: são eficazes, escaláveis (você consegue evoluir por semanas e meses), e funcionam tanto para quem treina em casa quanto para quem treina na academia. Alguns vão parecer simples demais. Outros vão ser desconfortavelmente honestos. É um bom sinal.

Como fazer esses exercícios renderem

Antes da lista, um pequeno acordo para evitar frustração:

  • Se você quer glúteos mais fortes, precisa de pelo menos um movimento de “empurrar o quadril” (ponte/hip thrust), um movimento de “dobrar o quadril” (hinge, como terra romeno) e um movimento unilateral (um lado por vez).
  • “Sentir no glúteo” ajuda, mas não é a única medida. O que importa é: você consegue aumentar carga, repetições, controle ou amplitude ao longo do tempo?
  • Glúteo não gosta de pressa. Se você faz tudo rápido, quem tende a roubar a cena é a lombar — e ela não foi contratada para isso.

Se tiver dor aguda, formigamento, sensação de instabilidade importante ou histórico de lesão recente, vale procurar orientação profissional. No resto dos casos, a regra é simples: comece mais leve do que seu ego quer e progrida mais devagar do que o seu entusiasmo sugere.

1) Hip Thrust (elevação de quadril) — o clássico por um motivo

Se existe um exercício que virou “o” símbolo do treino de glúteos, é o hip thrust. E, desta vez, o hype faz algum sentido: ele permite carregar bem, isola bastante o glúteo máximo e tem uma curva de esforço que costuma ser amigável para a lombar quando a técnica está certa.

Como fazer:

  • Apoie a parte alta das costas em um banco firme.
  • Pés no chão, joelhos dobrados.
  • Suba o quadril até formar uma linha do ombro ao joelho.
  • Pausa de 1 a 2 segundos no topo, contraindo glúteos.
  • Desça com controle.

Erros comuns que sabotam:

  • Subir “esticando a lombar” em vez de empurrar com os glúteos.
  • Pés muito longe (vira mais posterior de coxa) ou muito perto (joelho desconfortável).
  • Não pausar no topo.

Como progredir:

  • Aumente carga aos poucos.
  • Mantenha a pausa no topo.
  • Trabalhe na faixa de 6 a 12 repetições com boa técnica.

2) Ponte de glúteos no chão — simples, mas não é “fácil”

A ponte é a versão minimalista do hip thrust. Não exige banco, não exige academia, e ainda assim consegue ser forte o bastante para construir base — especialmente no começo ou como finalizador bem feito.

Como fazer:

  • Deite, pés no chão, joelhos flexionados.
  • Contraia o abdômen como se fosse levar um “susto leve”.
  • Suba o quadril e segure 1 a 2 segundos.
  • Desça devagar.

Erros comuns:

  • Subir rápido e cair rápido (você perde o estímulo).
  • Jogar o peso para a ponta do pé (pense em pé inteiro no chão).

Como progredir:

  • Ponte com uma perna só.
  • Ponte com mini band acima dos joelhos (empurrando os joelhos levemente para fora).
  • Mais tempo de pausa no topo.

3) Terra Romeno (Romanian Deadlift) — glúteos fortes pedem “hinge”

O terra romeno é menos “instagramável” do que o hip thrust, mas é uma peça fundamental. Ele fortalece glúteos e posteriores treinando o padrão de dobrar o quadril com a coluna estável — algo que seu corpo usa o tempo todo na vida real.

Como fazer:

  • Segure halteres (ou barra) à frente do corpo.
  • Joelhos levemente flexionados.
  • Empurre o quadril para trás, mantendo as costas longas.
  • Desça até sentir alongar posterior e glúteo, sem perder postura.
  • Suba apertando glúteos, como se quisesse “empurrar o chão”.

Erros comuns:

  • Transformar em agachamento (muita flexão de joelho).
  • Arredondar as costas para descer mais.
  • Descer longe demais sem controle.

Como progredir:

  • Mais carga com a mesma técnica.
  • Descida lenta (3 segundos) e subida firme.
  • Versão unilateral (um pé por vez) quando estiver pronto.

4) Agachamento (com variações) — glúteo também mora aqui

Agachamento bem feito é um ótimo exercício para glúteos, especialmente quando você trabalha boa amplitude. Não é “só para quadríceps”. Ele ensina o corpo a produzir força com o tronco estável e os quadris participando.

Como fazer:

  • Pés firmes no chão.
  • Desça mantendo joelhos alinhados com os pés.
  • Vá até onde sua mobilidade permite sem perder postura.
  • Suba empurrando o chão.

Variações que favorecem glúteos:

  • Agachamento sumô (base um pouco mais aberta).
  • Agachamento com pausa no fundo.
  • Agachamento goblet (com halter no peito), ótimo para técnica.

Erros comuns:

  • Amplitude curta sempre (o glúteo agradece quando você consegue descer mais, com controle).
  • Joelho “caindo” para dentro.

Como progredir:

  • Mais carga, mais amplitude, ou tempo sob tensão (pausas e descidas lentas).

5) Afundo búlgaro (Bulgarian split squat) — o exercício que expõe tudo

Ele é o “detector de mentiras” do treino de pernas. Um lado sempre denuncia fraquezas, desequilíbrios e falta de controle. E isso é exatamente o que o torna valioso.

Como fazer:

  • Pé de trás apoiado em banco/caixa.
  • Pé da frente firme.
  • Desça com controle, tronco levemente inclinado.
  • Suba empurrando com o pé da frente.

Para sentir mais glúteo:

  • Um leve inclinar do tronco e a canela um pouco mais vertical costumam jogar mais para glúteo.
  • Pense em “sentar entre as pernas”, não em “cair para frente”.

Erros comuns:

  • Passo curto demais (vira desconforto no joelho).
  • Perder equilíbrio e “bater” no fundo.

Como progredir:

  • Halteres mais pesados.
  • Mais controle na descida.
  • Pausa no fundo por 1 segundo.

6) Passada reversa (reverse lunge) — eficiente e mais amigável

A passada reversa costuma ser mais confortável para muita gente, principalmente se o joelho é sensível. Ela ainda treina glúteo e estabilidade, sem exigir tanta coordenação quanto outras variações.

Como fazer:

  • Dê um passo para trás e desça.
  • A perna da frente é a principal.
  • Suba empurrando o chão com o pé da frente.

Erros comuns:

  • Empurrar demais com a perna de trás.
  • Perder o alinhamento do joelho da frente.

Como progredir:

  • Halteres nas mãos.
  • Deficit reverse lunge (subindo em uma anilha/caixa baixa para aumentar amplitude).
  • Mais repetições controladas.

7) Step-up (subida no banco/caixa) — glúteo “funcional” de verdade

Step-up é um exercício que se parece com a vida: subir degraus, levantar com potência, controlar descidas. E é excelente para glúteos quando feito sem impulso.

Como fazer:

  • Um pé em cima da caixa.
  • Suba usando a perna de cima.
  • Evite “pular” com a perna de baixo.
  • Desça devagar.

Erros comuns:

  • Empurrar com o pé de baixo (rouba o estímulo).
  • Caixa alta demais (vira um movimento desorganizado).

Como progredir:

  • Caixa um pouco mais alta, desde que a técnica continue boa.
  • Halteres.
  • Descida ainda mais controlada.

8) Abdução com mini band (caminhada lateral/“monster walk”) — o glúteo médio agradece

Se o glúteo máximo é o motor, o glúteo médio é o estabilizador que impede o quadril de “desabar” e o joelho de cair para dentro. Muita dor chata em treino e corrida melhora quando esse músculo deixa de ser figurante.

Como fazer:

  • Mini band acima dos joelhos ou nos tornozelos.
  • Leve flexão de joelho, postura firme.
  • Caminhe para o lado mantendo tensão constante na banda.

Erros comuns:

  • Passos grandes demais e perda de controle.
  • Deixar os pés “juntarem” e zerar a tensão.

Como progredir:

  • Banda mais forte.
  • Colocar a banda nos tornozelos.
  • Mais tempo sob tensão (30–45 segundos por série).

9) Extensão de quadril no cabo ou no banco (kickback) — o isolador bem usado

Kickback tem fama de exercício “de acabamento”. E tudo bem: acabamento é parte do trabalho, desde que o básico esteja sendo feito. Ele pode ajudar a aumentar volume de treino de glúteo com pouco estresse articular.

Como fazer (cabo):

  • Tronco levemente inclinado.
  • Empurre o pé para trás e para cima, sem arquear a lombar.
  • Volte com controle.

Erros comuns:

  • Roubar com a lombar.
  • Usar carga alta e fazer um movimento curto e balançado.

Como progredir:

  • Mais controle e amplitude antes de pensar em carga.
  • Pausa de 1 segundo no pico.

10) Frog pumps (ponte “sapo”) — o finalizador que surpreende

Frog pumps parecem estranhos. E funcionam muito bem como finalizador, especialmente para quem tem dificuldade de sentir glúteos em padrões mais complexos.

Como fazer:

  • Deite no chão.
  • Junte as solas dos pés (joelhos abertos).
  • Suba e desça o quadril com amplitude curta, contraindo glúteos.

Erros comuns:

  • Fazer rápido demais e perder tensão.
  • Deixar o movimento virar lombar.

Como progredir:

  • Mais repetições com controle (15–30).
  • Pausas no topo.
  • Mini band acima dos joelhos.

Como montar um treino de glúteos que funcione

Se você quer algo prático, aqui vai um modelo simples (e honesto) para 2 dias na semana. Ele não precisa ser perfeito. Precisa ser repetível.

Treino A (força e base)

  • Hip thrust: 4 séries de 6–10
  • Terra romeno: 3 séries de 8–12
  • Passada reversa: 3 séries de 8–12 por perna
  • Abdução com mini band: 2 séries de 30–45 segundos

Treino B (unilateral e volume)

  • Afundo búlgaro: 4 séries de 6–10 por perna
  • Agachamento goblet ou sumô: 3 séries de 10–15
  • Step-up: 3 séries de 8–12 por perna
  • Frog pumps ou kickback: 2–3 séries de 15–25

O que faz isso dar certo não é trocar os exercícios toda semana. É repetir por 4 a 8 semanas, progredindo um pouco: mais uma repetição aqui, mais controle ali, um pouco mais de carga quando a técnica está sólida.

O que “não vale o esforço” (na maioria dos casos)

  • Fazer só exercícios de elástico e esperar o mesmo resultado de treino progressivo com carga.
  • Transformar todo treino em circuito acelerado, sem tempo de tensão suficiente.
  • Depender do “pump” como única prova de que funcionou.
  • Ignorar descanso, proteína e sono e culpar o treino.

Glúteos respondem a estímulo consistente e recuperação decente. Não é mágico, mas é previsível.

O melhor sinal de que você está no caminho certo

Você não precisa sair do treino destruído. Você precisa sair com a sensação de que trabalhou o que deveria — e que conseguiria repetir aquilo na próxima semana, um pouco melhor.

Qual exercício mais “verdadeiro” pros seus glúteos?
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